A bibliografia disponível sobre espécies de Loxosceles é relativamente extensa.  Uma busca no Pubmed (base de artigos científicos), no dia 19 de novembro de 2009 com o termo de busca "Loxosceles", revelou 357 artigos. A mesma busca no Scielo, revelou 30 artigos.  A maioria dos artigos trata de apectos clíncos e bioquímicos da ação do veneno de Loxosceles, ou de relatos de casos clínicos. Os estudos focados na biologia, ecologia ou comportamento da aranha marrom são em número muito menor.
Segue uma breve lista, com possíveis lacunas, dos principais estudiosos de aspectos de biologia e comportamento de Loxosceles no Brasil:
1 - Wolfgang Bücherl , biólogo formado na alemanha e que trabalhou no Instituto Butantan de 1939 a 1967, é o grande pioneiro dos estudos de Loxosceles e  outros invertebrados peçonhentos no Brasil. Um interessante resumo de sua carreira foi escrito por sua discípula Sylvia Lucas. O Dr. Bücherl escreveu um livro muito interessante: "Acúleos que Matam", recheado de ótimas histórias e fatos sobre os animais peçonhentos. Depois, por um período de décadas,  a Dra. Sylvia Marlene Lucas (ainda na ativa!) e a Dra. Vera Regina  Dessimoni von Eickstedt (já aposentada), ambas do Instituto butantan, continuaram o trabalho do Dr. Bücherl, produzindo material sobre aranha marrom publicado em livros e artigos científicos, com diveros enfoques. Elas também formaram vários pesquisadores em aracnologia. Atualmente o Instituto Butantan abriga o maior grupo de pesquisadores em animais peçonhentos do Brasil, e atua como referência mundial no tema.
2 - Na UNESP de Botucatu (SP) vários trabalhos sobre Loxosceles gaucho foram realizados, pela pesquisadora Isabela Maria  Piovesan Rinaldi e por  seu orientado de mestrado André Augusto Stroppa.
3 -
O Biólogo Paulo César Motta, da Universidade de Brasília, desenvolveu pesquisas sobre Loxosceles similis em áreas de cerrado.
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4 - Na Universidade Federal do Paraná,  a partir do reconhecimento definitivo do grave problema de saúde em que o loxoscelismo se constitui no Paraná,  um grupo de pesquisa formou-se com importante estímulo dado pelo professor Oldemir Carlos Mangili , coordenador do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa em Animais Peçonhentos (Lipape). O Professor Silvio Sanchez Veiga, também da UFPR, fez muitas e significativas contribuições ao estudo do veneno da Loxosceles intermedia. Sobre a biologia dessa espécie, os estudos pioneiros foram realizados pela bióloga Marta Luciane Fischer, que fez seus estudos de Mestrado e Doutorado na UFPR sobre o tema, muitos desses estudos em parceria com o biólogo Emanuel Marques da Silva, da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná. O meu estudo de Doutorado pela Universidade de São Paulo, foi orientado pelo pioneiro e incansável trabalhador, formador de pessoas e divulgador da pesquisa em comportamento de aranhas no Brasil, César Ades. No Doutorado, comparei aspectos do comportamento de Loxosceles intermedia, Loxosceles laeta e Loxosceles gaucho, procurando levantar e testar hipóteses para explicar a enorme incidência de loxoscelismo no Paraná. Os estudos de biologia e controle do loxoscelismo no Brasil foram efetivemente catalizados com o projeto
"Monitoramento e controle populacional da aranha marrom (Loxosceles intermedia): Semioquímicos, limonóides de meliáceas e predadores naturais", aprovado no edital de 09 de março de 2004, na  Chamada de Projetos da Fundação Araucária 04/2003  PROGRAMA DE APOIO A NÚCLEOS DE EXCELÊNCIA - PRONEX, envolvendo recursos do CNPq.  O coordenador geral foi o professor José Domingos Fontana (UFPR), e o vice-coordenador foi o Prof. Francisco de Assis Marques (UFPR). O projeto envolveu o arco institucional UFPR / CPPI-SESA-PR / UTP / TECPAR / UNICAMP / USP / University of California / Tokushima Bunri University, Japan, e também posteriormente vínculos com pesquisadores da Alemanha (Dr. Stefan Schulz) e Eslovênia (Dr. Andrej Korl). O objetivo central do projeto foi avaliar, propor e desenvolver instrumentos de monitoramento e redução de populações de Loxosceles intermedia em Curitiba/região metropolitana e sítios de infestação no interior, com os seguintes resultados esperados: a) Estabelecimento de metodologias apropriadas de bioensaios de pesticidas domissanitários de uso corrente para controle peridomiciliar e intradomiciliar da aranha-marrom; b) Avaliação da eficácia de substâncias "repelentes" (desalojantes) de uso corrente pela população e outras substâncias de baixa toxicidade ao ser humano, caso dos limonóides ou terpenos complexos de plantas meliáceas; c) Determinação da existência de semioquímicos modulando o comportamento da aranha-marrom; d) Determinação da existência de semioquímicos modulando a comunicação interespecífica entre a aranha-marrom e seu predador natural, também aracnídeo,  Scytodes globula; e) Quantificação  do impacto da predação por lagartixas (Hemidactylus mabouia), Scytodes globula e outros predadores sobre populações de Loxosceles intermedia.  Através da integração dos métodos estudados, desenvolver novas táticas e técnicas de controle populacional da aranha-marrom e disponibilizar as informações resultantes à população, poder público e empresas de controle de pragas, através da confecção de folders, manuais e de palestras; g) formação de recursos humanos (Doutores e Mestres). O projeto gerou várias publicações e duas patentes. O grupo do projeto, que se encerrou em 2008, continua ativo e desenvolvendo pesquisas e projetos no tema.  

NOVO!  CAPÍTULO DE LIVRO SOBRE CONTROLE QUÍMICO DE ARANHAS E ESCORPIÕES (EM INGLÊS).

 
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