Para compreender adequadamente os gráficos que mostram a progressão do número de acidentes loxoscélicos em Curitiba e no Paraná como um todo, é importante saber um pouco sobre o histórico dos registros e também diferenciar entre a notificação oficial e a ocorrência do acidente loxoscélico em si.
A partir do final da década de 80, ampolas de soro antiaracnídico (contra picadas de aranhas) do Instituto Butantan foram solicitados para Curitiba.  O Instituto butantan, que havia reduzido bastante a produção desse soro, enviou pessoal técnico para trabalhar em conjunto com a Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (SESA) e a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, para identificar as causas dessa grande notiifcação. Desde essa época a Bióloga Chefe de Divisão Zoonoses e Animais Peçonhentos, Gisélia Rúbio, e o Biólogo Emanuel Marques da Silva, também da SESA, começaram a inteirar-se do tema e a coordenar ações de notificação de acidentes no Paraná. Passo significativo foi dado no início de 1993 com a constituição da Comissão Municipal de Estudo da Loxosceles, composta por técnicos da Secretaria de Estado da Saúde, Secretaria Municipal de Saúde, Universidade Federal do Paraná e Fundação Nacional de Saúde.  Desde então, se olharmos os gráficos representanto os números de acidentes loxocélicos em Curitiba e no Paraná em geral, passando de algumas centenas para milhares por ano temos a impressão de que a cidade foi subitamente tomada por aranhas-marrons.  Aí temos a necessidade de distinguir entre o acidente loxoscélico em si e a notificação oficial do mesmo.  A picada da aranha-marrom é em geral indolor, e quase 30% das pessoa picadas sequer sabem precisar quando foram picadas. Os sintomas podem ser confundidos com doenças que causam lesões de pele ou mesmo com picadas de insetos e outras aranhas, como os trabalhos do pesquisador americano Rick Vetter, entre outros, mostraram. O que realmente evoluiu, desde a década de 80, foi  o sistema de notificação de acidentes, que inicialmente em Curitiba, envolveu campanhas de saúde pública, treinamento de pessoal médico, etc., e resultou em um número de registros mais próximo do número real de acidentes loxoscélicos, que aconteciam há muito tempo (aliás, um tempo muito difícil de se estabelecer...). A médica Marlene Entres, do Centro de Innformações Toxicológicas de Curitiba (CIT - Curitiba), contribuiu significativamente para o treinamento de pessoal médico e no estabelecimento de protocolos de tratamento dos acidentes loxoscélicos no Paraná.
Informações adicionais sobre o loxoscelismo no paraná foram sistematizadas na tese de Mestrado de Emanuel Marques da Silva, e em seus trabalhos subsequentes, que podem ser verificados em seu currículo Lattes.  Se quiser saber mais, visite o site da SESA-PR.


 
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